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“O sensível é um ovo. O chocamos ou dele nos alimentamos, Quando no limite, vida é energia.” - Félix Guattari
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Um processo imersivo de doze horas em um ambiente sinestésico criado coletivamente no percurso de quatro encontros abertos, onde os participantes trocam seus processos criativos entre si e com o público (Segundas-feiras das 14h às 20h).
Gravação e audição dos ambientes do museu vazios de modo a estudar sua arquiacústica específica. Transformação desta paisagem sonora através de procedimentos fotônicos e fonocinéticos: a modificação da iluminação gerando sonoridades harmônicas à frequência lumnescente e a movimentação dos corpos alterando parâmetros de filtragem do som, pela modificação tanto do gesto quanto diretamente do sinal eletroacústico. Criar uma poética de retroalimentação das escutas corporais e subjetivas, analógicas e digitais.
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“Nossa intenção é afirmar esta vida, não trazê-la à ordem do caos nem tampouco sugerir melhorias na criação, mas simplesmente despertar à vida mesma que estamos vivendo, o que é tão excelente uma vez que se consiga tirar a mente e os desejos da frente do seu caminho e deixar ela agir por si só.” - John Cage
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Como se iniciam os processos musicais (escutas artísticas) nas pessoas e nas comunidades? Quais as conexões sonoras que a música traz a uma comunidade aural, como se dá a composição de um escuta?
Cada gesto é um selo. Esses selos são combinados para fechar o ovo do céu, segundo os Dogon. Quando a chave é ligada ao ovo, este é aberto. Este ovo é esvaziado, enchido com intensidades (energia, em vez de ondas ou partículas, em termos da física). Nesse ovo havia os germes da nossa realidade objetiva, ainda não percebidos, um reservatório de porvires. Quem veio primeiro, o evolucionismo ou a criação, o verbo ou a luz, a dança ou a música? Como pensar uma escuta desde seu princípio(ab ovo)?
Em todos os níveis o ovo regenera, semente animal. Virgininal, incorpora as qualidades de ovulação, o poder de tornar-se desenvolvido durante a fecundação. Útero, caixa acústica ideal que preenchemos com o ruído do rompimento que nascer. Sal (matéria corpórea), mercúrio (som vibração) e enxofre(luz transcendência enérgica) botado (não jogado, mas precisa e delicademente colocado) no espaço tempo.
A intuição lógica, esta poesia da ciência ativando o canto silencioso da dança, sussurros de números que se encontram na última dobra antes da superpopulação simbólica, um transbordamento andrógino do que anima pelo indizível, um é muitos através da divisão sinérgica.
Depois de rachado o ovo, não há como rejuntá-lo na irreversibilidade do tempo espaço, mas novos ovos podem ser gerados.
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Artista sonoro e pesquisador, e aborda a questão da escuta em relação aos campos da música, filosofia e psicologia. Técnico em análise de sistemas, especialista em programação html, wiki e zope. Nas suas obras há sempre presente um elemento sinestésico; constrói peças a partir de colagens e edições de imagens, vídeos e sons. Participações em eventos e apresentações incluem: ideias Perigosas (Submidialogia#4, 2009); Radiofonia “Cassandra” (Open Borders, Los Angeles, 2008); Dia Sem Música – Não Concerto (2008); Instalação “frnzkfk20092009” (Tsonami, Valparaíso, 2008); Instalação da “Ciberfonia#2[:DoisPontos..]” (Mostra CorpoInstalação, São Paulo, 2008); “Ciberfonia #2.2[:]Cólon presented at the Hollywood Boulevard (L.A. Freewaves ‘Holly Would’). Direção sonora da vídeo-dança “id” (Mostra Dança em Foco, 2008).